Empregado brasileiro admite ter desviado R$280 mil para jogos de azar online

Uma ex-funcionária em Palmas, Brasil, confessou ter desviado quase R$280.000 ($53.000) de seu empregador para financiar atividades de jogos de azar on-line, de acordo com a Polícia Civil.
O suspeito, que ocupava um cargo de confiança com acesso às finanças da empresa, foi indiciado por furto agravado.
De acordo com o detetive Túlio Mota, a mulher explorou seu acesso privilegiado às contas da empresa para transferir fundos sistematicamente para suas contas bancárias pessoais usando o Pix e o TED, os sistemas de transferência eletrônica do Brasil.
Durante seu depoimento policial, ela admitiu ter perdido todo o dinheiro desviado por meio de jogos de azar online.
A investigação revelou que o desfalque ocorreu de forma contínua por um longo período. As autoridades também descobriram que aproximadamente R$20.000 dos fundos roubados haviam sido transferidos para um terceiro que desconhecia a origem ilícita do dinheiro.
A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.
A mulher foi acusada de roubo agravado devido ao abuso de confiança, um crime mais grave que reflete sua posição na empresa e a quebra de confiança envolvida.
A investigação foi concluída e submetida ao Ministério Público para novos procedimentos legais.
O caso surge em meio a um intenso debate político sobre a regulamentação e a tributação do setor. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, argumentou recentemente que as autoridades deveriam priorizar a repressão aos operadores ilegais antes de aumentar os impostos sobre as empresas licenciadas, observando que aproximadamente metade do mercado de apostas do Brasil opera fora dos canais legais.
Enquanto isso, o recém-nomeado ministro Guilherme Boulos pediu o aumento da tributação dos operadores de apostas como parte de reformas de receita mais amplas.