Brasil: Ministro da Fazenda pede progresso na regulamentação de cassinos e bingo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descreveu o atraso como uma “inversão de prioridades” quando comparado às apostas online.
Pontos-chave:
— O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a regulamentação de cassinos e salas de bingo
– Ele argumentou que os cassinos poderiam criar empregos e impulsionar o turismo, ao contrário do apelo do mercado de massa das apostas online
O ministro das Finanças do Brasil, Fernando Haddad, instou os legisladores a avançarem com a regulamentação de cassinos terrestres e salas de bingo.
Durante uma entrevista na TV, Haddad observou que a questão ficou paralisada no Congresso depois que o Senado adiou a votação em julho e disse que o atraso reflete uma “inversão de prioridades”, já que as apostas online já foram legalizadas e regulamentadas.
Haddad enfatizou que a atividade de cassinos não é um produto de mercado de massa, mas sim um impulsionador econômico para centros turísticos específicos.
“Até acho estranho que os jogos virtuais tenham sido aprovados, mas não os jogos físicos. As massas não entram nos cassinos. O foco está mais no turismo, em locais específicos, com atrações diferentes”, afirmou.
“Isso gera empregos, fluxos de turismo, algo para o qual o Brasil tem um grande potencial e acaba de bater um recorde de visitantes”, acrescentou.
É bom saber: Haddad também defendeu o aumento da alíquota do imposto sobre apostas online de 12% para 18%
Por outro lado, Haddad observou que o jogo online se tornou muito popular no Brasil e explicou que a receita tributária das apostas online foi destinada à saúde, dados os riscos sociais associados à participação em massa.
O mercado regulamentado de apostas online do Brasil experimentou um forte crescimento em 2025. No primeiro semestre do ano, mais de 17,7 milhões de brasileiros fizeram apostas, gerando BR17,4 bilhões ($3,22 bilhões) em receita bruta de jogos para operadoras licenciadas.
O novo marco regulatório, que entrou em vigor em janeiro, foi creditado por criar regras mais claras e maior segurança de mercado.