Brasil: O relatório final do CPI do inquérito sobre apostas é rejeitado

Pontos-chave:
– O comitê do Senado do Brasil rejeitou o relatório final da CPI das Bets em uma votação de 4 a 3
– O relatório propôs acusações para 16 pessoas
– O documento também sugeriu 20 medidas legislativas
Depois de analisar os testemunhos e os dados, a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre apostas do Senado Brasileiro, também conhecida como CPI das Apostas, rejeitou o relatório final da senadora Soraya Thronicke na quinta-feira, votando 4-3 contra a proposta.
Surpreendentemente, depois de tantas audiências e tantas manchetes, isso temporariamente traz o inquérito de volta à estaca zero.
Entre as sugestões feitas estava a proibição de jogos no estilo caça-níqueis, como Fortune Tiger ou “Jogo do Tigrinho”, alegando que sua popularidade e a forma como foram promovidos por influenciadores podem ser prejudiciais e estar ligadas à lavagem de dinheiro.
O senador Thronicke também sugeriu proibir as apostas online para cidadãos brasileiros registrados no CadÚnico, o banco de dados de assistência de baixa renda do governo federal. O relatório também recomendou regras mais rígidas sobre anúncios de apostas e parcerias com foco em influenciadores.
Os senadores Angelo Coronel, Eduardo Gomes, Efraim Filho e Dorinha Seabra votaram contra o relatório. Thronicke, Eduardo Girão e Alessandro Vieira apoiaram.
É bom saber: o documento pedia a acusação de 16 indivíduos, incluindo as mega influenciadoras Virgínia Fonseca e Deolane Bezerra e executivos de jogos de azar, além de propor 20 medidas legislativas para conter os danos relacionados ao jogo
Ao longo de sete meses, a CPI realizou 20 audiências públicas e examinou questões como publicidade enganosa de influenciadores e a situação legal de várias plataformas de apostas que operam no país.
O relatório rejeitado ocorreu após meses de investigação e se baseia em audiências anteriores que geraram polêmica, incluindo depoimentos de influenciadores e debates sobre publicidade enganosa.