Brasil: Grupo gera $35,2 milhões com operações ilegais de jogo

O Ministério Público do Paraná acusou formalmente 25 pessoas envolvidas em uma suposta organização criminosa que gerou cerca de BR200 milhões ($35,2 milhões) por meio de operações ilegais de jogos de azar on-line vinculadas ao jogo do bicho, um popular jogo de loteria no Brasil.
O caso vem de uma operação em grande escala que revelou uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro e apostas ilegais que opera em vários estados brasileiros.
De acordo com os promotores, o grupo era liderado por um empresário baseado em Londrina, que administrava uma plataforma online nacional usada para processar e distribuir apostas ilegais.
As autoridades alegam que a organização lavou lucros por meio de empresas de fachada e compras de ativos de luxo, incluindo imóveis e veículos de alto padrão.
A acusação lista 42 tipos de crimes, incluindo associação criminosa, lavagem de dinheiro, usura, falsificação e violação das leis de jogo.
O MP-PR solicitou o confisco de aproximadamente BR200 milhões em lucros ilícitos, além de propriedades e veículos vinculados à operação.
Os investigadores também pediram ao tribunal que imponha danos morais coletivos.
A primeira fase da operação levou à apreensão de BR150m em contas bancárias, 23 mandados de busca e três prisões, uma das quais teve como alvo um policial rodoviário federal que supostamente ajudou a transportar fundos criminosos.
No total, 18 propriedades e 236 veículos foram apreendidos.
Uma segunda fase foi lançada depois que as autoridades descobriram que vários suspeitos haviam sido avisados sobre a operação anterior, permitindo que eles ocultassem bens e evidências.
Apesar das prisões, os investigadores descobriram que as plataformas de jogos de azar online continuaram operando normalmente.
Os promotores disseram que a tecnologia do grupo permitiu a inserção de sistemas ilegais de jogos de azar em máquinas de cartão de crédito, ganhando comissões de outras operadoras em todo o país.
O suposto líder da quadrilha, que agora se acredita estar nos Estados Unidos depois de fugir pelo Paraguai, continua foragido.