Operação do GAECO visa jogos de azar ilegais no sul do Brasil

Pontos-chave:
– O Gaeco executou 13 mandados de prisão e 34 ordens de busca e apreensão em dois estados brasileiros
– As autoridades apreenderam $400.000, veículos de luxo e bloquearam contas vinculadas ao esquema
– Investigadores disseram que suspeitos usaram empresas de fachada e “espantalhos” para lavar fundos ilícitos
O Grupo Brasileiro de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) lançou uma nova operação com o objetivo de desmantelar uma rede de apostas ilegais em grande escala no sul do Brasil.
A ação, chamada Operação Shutdown, teve como alvo indivíduos supostamente envolvidos na execução do tradicional jogo de números no estilo da loteria brasileira conhecido como “Jogo do Bicho”, que continua proibido pela lei nacional.
As autoridades confirmaram que 13 mandados de prisão preventiva e 34 ordens de busca e apreensão foram executados em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
A operação resultou no confisco de 400 mil dólares em dinheiro e carros de luxo importados e, além disso, bens móveis e imóveis foram apreendidos, enquanto contas bancárias conectadas aos suspeitos foram congeladas.
De acordo com o Gaeco, o grupo fez uso de empresas de fachada, “espantalhos” e transações bancárias incompatíveis com a renda declarada para disfarçar o produto da operação ilegal de jogos de azar.
É bom saber: as autoridades brasileiras investigaram um influenciador acusado de promover jogos de azar ilegais para um público vulnerável
“O grupo criminoso, de acordo com nossas descobertas, agiu repetidamente e de forma altamente organizada, empregando mecanismos complexos para ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos com atividades de jogo, particularmente o ‘jogo do bicho’”, disse o Gaeco em um comunicado.
Embora classificados como contravenção pela lei brasileira, esquemas ilegais de jogos de azar como este frequentemente serviram como pontos de entrada para estruturas criminosas mais amplas, incluindo lavagem de dinheiro e fraude financeira.