Brasil: O senador Humberto Costa vincula as apostas ao aumento das despesas domésticas

Durante um discurso no Senado, Costa destacou o progresso da inflação, mas alertou sobre o impacto do jogo online nos orçamentos familiares.
Pontos-chave:
– Humberto Costa apontou as apostas como a despesa familiar que mais cresce na prévia da inflação
– Ele argumentou que as apostas superaram itens como saúde e eletricidade no impacto inflacionário
– Costa já havia defendido o aumento da alíquota do imposto sobre apostas e o endurecimento das regras do setor
O senador brasileiro Humberto Costa usou um discurso no Senado para equilibrar o otimismo em relação aos indicadores econômicos com a preocupação com o papel das apostas online nas finanças domésticas.
Costa comemorou os últimos dados do IPCA-15, a prévia da inflação do país, que mostrou uma queda de 0,14% em agosto, marcando a primeira deflação do Brasil desde 2023.
Apesar dessas melhorias, Costa apontou a categoria “despesas pessoais” do IPCA, que inclui apostas online, como motivo de preocupação.
Ele tem defendido consistentemente medidas mais rígidas para o setor, argumentando que, embora a regulamentação esteja em vigor, novas medidas são necessárias para mitigar o que ele descreveu como um “desafio social crescente”. ”
Ele disse que as apostas aumentaram 1,09% no mês passado, tornando-se o maior contribuinte do grupo, acima da saúde e cuidados pessoais (0,64%).
É bom saber: Costa já introduziu legislação para aumentar o limite de idade para apostar para 21 anos, impor limites mensais de apostas e limitar as horas de publicidade
Costa descreveu a tendência como um sinal dos “danos” que apostas excessivas podem causar à economia e à saúde pública do Brasil.
Em julho, as apostas digitais já haviam sido sinalizadas pela agência nacional de estatísticas IBGE como impulsionadoras da inflação, marcando a primeira vez que as apostas superaram a eletricidade em peso dentro do índice.
Sua posição se alinha aos debates legislativos em andamento sobre medidas de jogo responsável e os riscos financeiros de operadores não licenciados.