Brasil: Bia Miranda e outros 14 influenciadores alvos de investigação sobre jogos de azar ilegais

Pontos-chave:
– Quinze influenciadores acusados de promover plataformas proibidas de cassino online no Brasil
– A polícia alega que o grupo lavou dinheiro por meio de empresas de fachada e intermediários de pagamento
– Inteligência financeira sinalizou BR4,5 bilhões em transações suspeitas vinculadas à rede
A Polícia Civil do Brasil lançou uma ação policial multiestadual contra 15 influenciadores acusados de promover jogos ilegais de cassino online, incluindo o “Jogo do Tigrinho”.
A investigação alega ligações com lavagem de dinheiro, empresas de fachada e supostas conexões com o crime organizado.
Entre os citados estão figuras de destaque no país, como Bia Miranda, uma influenciadora digital que alcançou a fama em 2022 como vice-campeã em um reality show nacional e por meio de seus laços familiares públicos com uma famosa cantora brasileira.
A polícia afirma que a rede usou as mídias sociais para anunciar plataformas não licenciadas com “falsas promessas de lucros fáceis”, levando os seguidores a se inscreverem por meio de links afiliados.
De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, as transações bancárias suspeitas vinculadas ao grupo e às empresas associadas ultrapassaram R$4,5 bilhões.
Os investigadores dizem que os contratos para trabalhos promocionais valeram até BR250.000 por três meses, com alguns influenciadores supostamente mantendo metade das perdas sofridas pelos jogadores indicados.
As autoridades afirmam que os cassinos promovidos não puderam ser auditados, não tinham supervisão operacional e, em alguns casos, não pagaram os ganhos.
A polícia enfatizou que não eram operadores de apostas esportivas licenciados, mas proibiam sites de jogos de azar online de acordo com a lei brasileira.
A investigação também encontrou evidências de enriquecimento inconsistentes com a renda declarada, já que Bia Miranda supostamente transferiu a Br4m em um único ano.
O processador de pagamentos Cash Pay Meios de Pagamento Ltda, copropriedade da target Sun Chunyang, foi identificado como um canal chave para transferências ilícitas de fundos.
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A operação, coordenada pela unidade de Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil, executou 31 mandados de busca no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Um suspeito foi preso em São Paulo depois que policiais encontraram uma arma de fogo sem licença em sua casa.
A polícia afirma que a rede foi estruturada, com funções definidas para promotores, operadores financeiros e empresas de fachada. A investigação ainda está em andamento.