Novo projeto de lei no Brasil propõe limites mais rígidos de idade, anúncios e gastos para plataformas de apostas

A medida busca abordar as crescentes preocupações com o jogo excessivo, o comportamento compulsivo e os impactos sociais da publicidade generalizada.
Pontos-chave:
– O projeto de lei aumentaria a idade mínima para apostas de 18 para 21
– Propõe um teto mensal de gastos equivalente ao salário mínimo do Brasil
– A publicidade e os patrocínios seriam restritos em espaços públicos e digitais
O senador brasileiro Humberto Costa apresentou o Projeto de Lei 3.754/2025, uma proposta que imporia novas restrições aos operadores de apostas com probabilidades fixas.
Entre suas principais disposições, o projeto aumentaria a idade legal para apostas de 18 para 21 anos e limitaria os gastos dos jogadores ao equivalente a um salário mínimo mensal, atualmente em BR1.412 ($270).
Também permitiria ao Ministério das Finanças estabelecer limites de apostas diários e semanais, proibir anúncios de apostas e promoções entre 6h e 22h, inclusive em plataformas de internet.
Costa, que é do mesmo partido do ministro da Fazenda Fernando Haddad, concordou com a visão anteriormente declarada do ministro de que as apostas idealmente não seriam legais no território nacional, mas reconheceu que, realisticamente, o setor no Brasil deve ser rigidamente regulamentado.
Além disso, o projeto de lei também visa proibir o patrocínio de operadores de qualquer evento público cultural, esportivo ou de entretenimento, independentemente das fontes de financiamento.
É bom saber: o Brasil está debatendo novas regras fiscais de apostas sob um pacote mais amplo de reforma financeira
O objetivo, segundo o senador, é reduzir o risco de sobreendividamento e dependência de jogos de azar, principalmente entre usuários jovens e vulneráveis.
Se aprovado, o projeto de lei de Costa introduziria algumas das medidas mais restritivas já vistas no mercado emergente de apostas do Brasil.
A nova proposta segue o escrutínio da conduta do operador, já que uma queixa oficial contra Blaze foi feita por supostamente ter como alvo crianças em conteúdo de influenciadores.