Comitê do Senado do Brasil recebe 17 novos projetos de lei para endurecer as regulamentações de apostas

Pontos-chave:
– 17 novos projetos de lei visam endurecer os regulamentos de apostas do Brasil
– As medidas incluem registro de apostadores, bloqueio de IP e novas classificações criminais
– As propostas seguem a rejeição do relatório final da CPI
Um grupo de 17 propostas legislativas destinadas a fortalecer os regulamentos de apostas do Brasil foi formalmente submetido ao Senado. O pacote vem do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre apostas, relatório que acabou sendo rejeitado pelos senadores.
Os novos projetos de lei, apoiados pelas senadoras Soraya Thronicke, Damares Alves e Izalci Lucas, incluem iniciativas como a criação de um Cadastro Nacional de Apostadores. Esse registro registraria os números de CPF dos jogadores, o histórico de apostas e os limites financeiros autoimpostos.
“Assim como os operadores de apostas precisam de autorização para operar, os apostadores devem ser registrados”, disse Thronicke, o principal funcionário da CPI. “Isso nos permitiria criar políticas públicas seguras e baseadas em dados, incluindo rastreamento de idade e tamanho médio dos ingressos. ”
Outra proposta expandiria os poderes do regulador de telecomunicações do Brasil, a Anatel, exigindo que provedores e plataformas de internet bloqueiem sites de jogos de azar não licenciados. De acordo com Thronicke, essas medidas visam combater o que ela descreve como concorrência desleal de operadoras internacionais. “A tecnologia para restringir o acesso já existe, até mesmo as VPNs não funcionam em alguns países. É hora do Brasil adotar o mesmo padrão. ”
O pacote regulatório mais amplo também descreve a criação de três novos crimes, como operar uma plataforma de apostas sem autorização, anunciar jogos de azar para menores ou por meio de canais não autorizados e facilitar transações entre usuários e plataformas ilegais.
É bom saber: o governo brasileiro intensificou recentemente sua estratégia de fiscalização financeira contra transações ilegais de apostas.
Outros projetos de lei propõem bloqueios de apostas voluntárias por meio de bancos e restrições às apostas de indivíduos inscritos no CadÚnico, o registro de assistência social do Brasil, com o objetivo de proteger famílias vulneráveis.