Brasil investiga pagamentos ilegais de apostas com nova estratégia de fiscalização financeira

Pontos-chave:
– Ministério das Finanças notifica mais de 30 intermediários por suspeitas de ligações com apostas ilegais
– As multas podem chegar a Br2 bilhões ($362 milhões); as instituições devem explicar as operações
O Ministério das Finanças do Brasil intensificou os esforços para bloquear operações de apostas ilegais ao reprimir intermediários de pagamento não autorizados.
Mais de 30 empresas foram notificadas para esclarecer suas operações, de acordo com uma nova portaria. Instituições que descobriram que movimentar fundos para plataformas de apostas não licenciadas podem enfrentar multas de até BRL2 bilhões.
Embora o governo não tenha divulgado os nomes das pessoas notificadas alegando que ainda estão sob investigação, confirmou que as principais instituições financeiras não estão envolvidas. Em vez disso, a investigação se concentra em instituições de pagamento menores que processam transações sem a aprovação formal do Banco Central devido ao seu baixo volume. Esses intermediários supostamente facilitaram transferências transfronteiriças para plataformas offshore que operam sem licenças locais, incluindo aquelas baseadas em Curaçao e na Ásia.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, estima-se que 50% das transações de apostas no Brasil ocorram no mercado ilegal. A Stake, uma operadora internacional, informou às autoridades que seu nome havia sido usado por sites não licenciados. Identificou pelo menos três intermediários locais supostamente responsáveis por atividades bancárias irregulares.
É bom saber: isso segue outras medidas regulatórias no Brasil, como uma chamada pública para conformidade com a segurança cibernética e a nova regra em andamento para publicidade de apostas responsáveis
Autoridades do governo argumentam que buscar intermediários financeiros é mais eficaz do que atingir milhares de sites não licenciados. Eles observam que 13.000 URLs já foram bloqueados, mas o número continua crescendo.
As autoridades também insistem que as instituições financeiras não podem mais alegar que não conseguem identificar contas de apostas ilegais, mencionando padrões facilmente reconhecíveis, como picos nas transações durante grandes eventos esportivos.