Análise: Qual será o próximo passo para o Brasil depois que o relatório do CPI for rejeitado?

Durante meses, o Inquérito Parlamentar do Brasil sobre apostas online, ou a CPI das Apostas, como a chamamos no ensolarado Brasil, foi originalmente criado para investigar possíveis ligações entre plataformas de jogos de azar e atividades criminosas.
Prometeu expor os pontos fracos de uma indústria em expansão. Na realidade, o CPI apresentou drama, selfies de influenciadores no meio da audiência, edições de vídeo no X e, em uma reviravolta na história de última hora… seu relatório foi rejeitado.
O Tigre Afortunado?
Entre outras regulamentações, o relatório da senadora Soraya Thronicke propôs a proibição de jogos no estilo “Fortune Tiger”. Também listou 16 acusações propostas, de grandes influenciadoras como Virginia Fonseca e Deolane Bezerra a empresários e supostos lavadores de dinheiro.
Mas, no final, a CPI rejeitou: quatro senadores se opuseram, enquanto apenas três a apoiaram, inclusive a própria Thronicke. De acordo com aqueles que se opuseram, o documento carecia de profundidade técnica e não conseguiu criar consenso — estranho, considerando que o senador Thronicke solicitou repetidamente extensões para concluí-lo.
Ainda assim… Parece que banir o Fortune Tiger seria uma solução simbólica. Até cosmético. Se isso tivesse acontecido, a causa raiz não seria resolvida. Eventualmente, outro fornecedor de dopamina com tema animal tomaria seu lugar.
Influenciadores, ótica e a lacuna de credibilidade
O desequilíbrio de poder durante a investigação foi quase cômico. Assistir uma senadora tirar uma selfie com uma influenciadora no meio da audiência — especialmente uma que está sendo investigada por supostamente lucrar com 30% das perdas de apostas de seus seguidores — foi como assistir Batman pedir um autógrafo ao Coringa.
Claro, recebe cliques. Mas isso também levanta questões incômodas sobre quem está realmente comandando o programa.
Fonseca tirou selfies com senadores no meio da audiência, com o palestrante alertando que não deveria “se transformar em um circo”
Ainda assim, Thronicke, que teve sua parcela de atuação teatral, superou tudo isso e pressionou pela acusação de qualquer maneira. Mas com as câmeras desligadas e os votos contados, ela se viu travando uma batalha perdida.
#InstaBets
Enquanto a CPI roubou os holofotes, o Senado do Brasil também estava ocupado fazendo outra limpeza: reestruturando a regulamentação sobre anúncios de apostas. O projeto de lei, já aprovado pela Câmara dos Deputados, proíbe promoções voltadas para menores e anúncios que sugiram que sua aposta no BR10 ($1,81) definitivamente comprará um iate para você da noite para o dia.
O objetivo? Proteja os consumidores sem assustar os operadores. Não é um apocalipse publicitário completo, mas talvez os influenciadores precisem trocar o tom de “milhões fáceis” por um que diga “aposte com responsabilidade” em seu próximo #ad.
Um livro de regras ainda está sendo escrito
No final das contas, o CPI nunca teve a intenção de demonizar o jogo em si. As operadoras também enfrentam desafios reais, particularmente a lenta e mutável implantação regulatória no Brasil.
Muitas das maiores empresas que operam no país ainda aguardam processos de licenciamento e transparência em torno das regras de publicidade. Na verdade, o colapso da CPI reflete um problema maior: o Brasil ainda está escrevendo as regras enquanto o jogo já está sendo jogado.
A senadora Soraya Thronicke foi dura com os influenciadores, mas acabou vendo suas recomendações rejeitadas
Há mais por vir quando a poeira (e os Tigrinhos) baixarem?
Com o relatório de Thronicke descartado e as novas propostas paralisadas, o foco agora muda para o Ministério das Finanças, que sugeriu aumentar as alíquotas de impostos sobre apostas de 12% para 18%, e talvez ainda mais.
Regulamentar os anúncios de influenciadores e entender os operadores para encontrar soluções melhores é uma boa decisão — um mercado bem regulamentado é muito melhor para todos do que um que é proibido ou tratado como um segredo sujo. Quando as pessoas veem o jogo estruturado de forma responsável, elas podem realmente entender o que significa se envolver com ele… com responsabilidade.
Talvez toda essa saga leve a indústria brasileira a uma versão de si mesma que pareça um pouco menos o Lobo de Wall Street e um pouco mais o final de O Senhor dos Anéis — onde todas as batalhas foram travadas, mas uma paz ordenada prevalece.
E honestamente? Essa pode ser a reviravolta na história que ninguém previu, mas a que todos precisávamos. Estamos todos ansiosos para ver o que acontece a seguir.
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