Vice-presidente do Brasil apoia o aumento do imposto sobre apostas além de 18%

Pontos-chave:
— Alckmin diz que governo pode empurrar imposto sobre apostas acima de 18%
– A ABRAS propôs um imposto seletivo de 27% ou 50% durante evento em Brasília
– A reforma poderia introduzir regras mais rígidas de publicidade e proteção ao consumidor
O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, expressou apoio ao aumento dos impostos sobre os operadores de apostas além da alíquota de 18% proposta pelo governo, citando a necessidade de maior proteção ao consumidor e alinhamento com uma reforma fiscal mais ampla.
Alckmin apoiou uma proposta feita pela Associação Brasileira de Supermercados, que pedia um imposto mais alto sobre apostas para compensar os danos sociais percebidos.
“A proposta do governo é de 18%, mas podemos trabalhar com o Congresso para ir ainda mais longe”, disse Alckmin, sugerindo que um imposto apropriado seria de 27%. O contexto mais amplo inclui o escrutínio contínuo dos impactos sociais do setor de apostas.
Alckmin argumentou que os anúncios de apostas deveriam seguir o Código de Defesa do Consumidor do Brasil e alertou contra promoções enganosas. “Dizer que alguém pode ficar rico apostando é claramente enganoso”, disse ele, referindo-se aos apelos para que essa publicidade inclua isenções de responsabilidade apropriadas.
Seu comentário está relacionado a eventos recentes que aconteceram durante o relatório final do Senado sobre o Inquérito Parlamentar sobre o setor de apostas, que pediu a acusação de influenciadores acusados de promover expectativas irreais de apostas de vitória para seu público.
É bom saber: atualmente, o Ministério da Fazenda está propondo um aumento de 12% para 18% na receita bruta de jogos (GGR) como parte de um pacote para substituir o imposto de IOF revogado. O plano já foi apoiado pelo presidente do Senado.
Se o Congresso aceitará uma taxa acima de 18% ou aumentará para os 27% sugeridos, continua sendo um ponto de debate à medida que a regulamentação avança.