Líder de supermercados do Brasil questiona os baixos impostos sobre apostas

Pontos-chave
– Presidente da ABRAS questiona por que as apostas são tributadas em 12%, enquanto alguns alimentos enfrentam taxas acima de 34%
– Cita o impacto social: 86% dos apostadores brasileiros estão endividados, com 64% listados negativamente
– Solicita um teto de imposto de 50% nas apostas por meio de um imposto seletivo
João Galassi, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), questionou por que as operadoras de apostas pagam apenas 12% em impostos, enquanto os alimentos no país são tributados a alíquotas superiores a 34%.
“Se as apostas são tributadas em 12%, enquanto produtos como biscoitos e manteiga enfrentam alíquotas de 34,58% e 36,26%, por que não aumentar os impostos sobre apostas para um teto de 50% usando um imposto seletivo? ” ele disse.
Embora o Ministério da Fazenda do Brasil já tenha anunciado planos para aumentar o imposto sobre apostas para 18%, Galassi argumentou que essa alíquota continua insuficiente, dado o crescimento do setor e o impacto social.
Ele citou dados que sugerem que cerca de 25 milhões de brasileiros participam de apostas online, com 86% em dívidas e 64% com registros de crédito negativos. De acordo com o Banco Central do Brasil, as apostas mensais totalizam cerca de BR30 bilhões.
É bom saber: o Ministério das Finanças do Brasil e a federação bancária nacional lançaram uma campanha conjunta de educação financeira direcionada aos apostadores para promover escolhas mais informadas
“Alimentamos o mundo, mas também nos alimentamos”, acrescentou Galassi em defesa do setor de negócios agrícolas do Brasil, afirmando que as apostas têm uma tributação mais favorável do que o sistema alimentar nacional.
Pedro Lupion, líder da Frente Parlamentar do Agronegócio, também expressou preocupação com o aumento de impostos e inconsistências regulatórias, apontando que produtos não regulamentados, como vapes, enfrentam supervisão mínima em comparação com setores jurídicos altamente tributados.