Consumidores brasileiros entraram com mais de 1.100 ações judiciais contra operadoras de apostas desde 2022

Pontos-chave:
– Um aumento de 2.538% em ações judiciais relacionadas a apostas é relatado no Brasil entre 2022 e meados de 2025
– São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais representaram 60% de todos os registros
– A maioria das ações judiciais está relacionada a prêmios não pagos e retiradas negadas
Os consumidores brasileiros entraram com mais de 1.100 ações judiciais contra operadoras de apostas nos últimos três anos, com as ações legais aumentando à medida que mais usuários se envolvem com as plataformas. Um novo relatório do banco de dados jurídico Predictus indica que o aumento reflete a crescente demanda de apostas.
De apenas 21 casos em 2022, o volume de ações judiciais saltou para 554 no primeiro semestre de 2025, representando um aumento de 2.538%. São Paulo lidera com 291 registros, seguido pelo Rio de Janeiro (167), Bahia (125) e Minas Gerais (119). Juntos, esses quatro estados respondem por 60% das ações judiciais registradas desde o início do período de rastreamento.
A maioria das reclamações vem do não pagamento de prêmios e da recusa de saque. Os demandantes costumam alegar que ganharam recompensas nas plataformas, mas não conseguiram acessar seus fundos. Em alguns desses casos, as operadoras alegaram violações de usuários como justificativa para reter pagamentos. A crescente influência do setor, especialmente depois de quase triplicar os gastos com publicidade digital em 2024, aumentou o debate no país.
É bom saber: isso ocorre quando a indústria de jogos do Brasil enfrenta um maior escrutínio, com desenvolvimentos paralelos, como propostas de reformas tributárias e regulamentação ampliada de promoções de influenciadores
Dos casos que já foram julgados, 55% foram julgados a favor das plataformas de apostas, enquanto 45% resultaram em vitórias totais ou parciais para os consumidores. Cerca de 80% de todos os casos permanecem em andamento.
O crescimento das ações judiciais ressalta como o crescimento do mercado também levou ao aumento das disputas, levantando questões sobre a responsabilidade das operadoras e a proteção do consumidor no cenário de apostas do Brasil.