Brasil abre inquérito para investigar falta de controle do governo sobre operadoras

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um novo inquérito para investigar a falta de um sistema nacional unificado de autoexclusão para plataformas de apostas no Brasil.
A investigação se concentra na “inexistência de um sistema de autoexclusão pelo CPF” que permitiria que indivíduos que lutam contra o vício em jogos de azar se banissem voluntariamente das plataformas de apostas.
Esse mecanismo foi inicialmente prometido pelo governo durante as discussões em torno da regulamentação do mercado de apostas no Brasil.
No entanto, meses após a entrada em vigor da nova estrutura, nenhum banco de dados nacional ou política coordenada foi implementado para garantir que os jogadores que solicitam a exclusão sejam efetivamente bloqueados em todos os operadores licenciados.
A ausência dessa ferramenta levantou preocupações entre reguladores e defensores da saúde pública, já que o vício em jogos de azar tem afetado cada vez mais segmentos de baixa renda da população.
Ao mesmo tempo, o governo federal estendeu o prazo para que as operadoras cumprissem outra medida importante de proteção social: bloquear beneficiários de programas de assistência social das plataformas de jogos de azar.
O Ministério da Fazenda emitiu uma nova instrução normativa concedendo aos operadores mais 30 dias para adaptar seus sistemas.
O governo Lula declarou repetidamente que sua abordagem regulatória visa promover o jogo responsável e proteger os jogadores vulneráveis, embora a fiscalização tenha enfrentado atrasos.
Enquanto isso, o governo continua buscando medidas fiscais voltadas para o setor de apostas, incluindo uma proposta para aumentar a alíquota do imposto de 12% para 18% sobre a receita bruta das operadoras.
Além dessa proposta, outros legisladores, incluindo o ministro Guilherme Boulos, também pedem uma nova tributação sobre as operadoras, acrescentando que “o Brasil pertence aos brasileiros e não haverá anistia. ”