O senador brasileiro Randolfe Rodrigues pede maiores impostos sobre apostas

O senador e líder do governo do Congresso, Randolfe Rodrigues, renovou seu apelo para que o Congresso aumente a alíquota do imposto sobre apostas do Brasil, argumentando que a atual taxa de 12% do país continua sendo “a mais baixa do mundo” e não aborda o impacto social e econômico do setor.
Rodrigues disse que o governo pretende aumentar a taxa para entre 18% e 20%, aproximando-a dos níveis observados em mercados como Nova York (52%), Europa (acima de 20%) e Quênia (cerca de 18%).
Ele observou que a indústria de apostas do Brasil, deixada sem impostos sob a administração anterior, se expandiu rapidamente e agora representa um desafio regulatório crescente, particularmente entre famílias de baixa renda.
“As apostas, hoje, são uma epidemia nacional que afeta especialmente as famílias mais pobres”, disse Rodrigues. “Existem tipos de operações de apostas que deveriam ser totalmente proibidas e outras que merecem tributação seletiva, assim como fazemos com cigarros e álcool. ”
O senador descreveu o aumento planejado da taxa como parte de uma estratégia fiscal e social mais ampla, combinando geração de receita com controles de jogo responsáveis.
Segundo ele, a medida poderia render entre BR1,5 bilhão e Br2 bilhões ($277 milhões a $370 milhões) em receita adicional para o orçamento federal de 2026, compensando as recentes lacunas fiscais deixadas pela expiração de medidas temporárias.
Rodrigues também vinculou a proposta a discussões mais amplas sobre impostos seletivos e a nova estrutura fiscal do governo, enfatizando que regular o setor tem tanto a ver com justiça quanto com receita.
“Somos um dos países mais desiguais do mundo. Queremos reduzir a desigualdade. Se tributarmos aqueles que nunca foram tributados no Brasil, diminuiremos um pouco a força dessa desigualdade no país. Esse é o debate que queremos com o Congresso e com a sociedade”, disse.
Embora a clareza regulatória tenha avançado, a tributação continua sendo uma falha política central entre o governo e as partes interessadas do setor.