Brasil: Lula reforça seu plano fiscal de apostas

Após o colapso da medida alternativa de seu governo ao pico nacional do Imposto sobre Operações Financeiras, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, está se preparando para enviar uma nova proposta ao Congresso com o objetivo de tributar empresas de apostas e fintechs.
Apesar da forte oposição de legisladores alinhados com os dois setores, Lula decidiu dobrar a questão e montar uma campanha pública para reunir apoio à medida.
De acordo com assessores do governo, a nova estratégia se concentrará em mobilizar eleitores por meio da mídia social, retratando a proposta como um esforço para tributar “setores privilegiados” e promover a justiça no sistema tributário do Brasil.
Os assessores de Lula acreditam que a opinião pública pode desempenhar um papel decisivo em pressionar o Congresso a avançar com o projeto, mesmo em meio ao forte lobby de representantes do setor.
A equipe do presidente pretende enquadrar a iniciativa como uma questão de justiça social e responsabilidade, argumentando que o rápido crescimento do mercado de apostas e a lucratividade das fintechs justificam uma maior tributação, com um projeto de lei que visa elevar seus impostos para 24%.
Espera-se que a campanha ecoe as táticas de comunicação anteriores do governo, que enfatizaram a necessidade de confrontar interesses arraigados e expor o que os aliados de Lula descrevem como uma “elite privilegiada”, evitando uma contribuição fiscal equitativa.
No início deste ano, ações semelhantes fizeram com que termos como “o Congresso é o inimigo do povo” se tornassem tendência nas mídias sociais brasileiras.
Com a estrutura fiscal sob pressão e as demandas de receita aumentando, o impulso renovado de Lula sinaliza uma aposta política de alto risco, usando a mobilização popular como uma ferramenta para superar a resistência institucional e promover uma das iniciativas de receita mais controversas de seu governo.