Ministro das Finanças do Brasil reafirma compromisso de tributar empresas de apostas com novos projetos de lei

O ministro das Finanças, Fernando Haddad, anunciou que o governo federal apresentará dois novos projetos de lei ao Congresso como parte dos esforços para gerenciar o Orçamento do Brasil para 2026.
A iniciativa visa dividir as reformas fiscais em duas áreas: um projeto de lei é focado no controle dos gastos públicos e o outro é projetado para aumentar a receita do governo.
“A provável decisão da Casa Civil é entregar dois projetos de lei separados, cada um abordando um desses assuntos, para que a oposição não tenha desculpa para não votar no que eles mesmos afirmam ser sua agenda, que é organizar os gastos do governo”, disse ele.
O ministro explicou que o governo já enviou várias propostas para melhorar as finanças públicas, mas várias não foram consideradas ou rejeitadas pelo Congresso.
A nova estratégia busca esclarecer as prioridades e reconstruir o apoio às medidas fiscais que são cruciais para equilibrar o orçamento do próximo ano.
Haddad também reiterou a intenção do governo de avançar no debate sobre a tributação de operadoras e empresas de fintech, ambas incluídas na medida provisória que expirou no início deste mês.
Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistiu pessoalmente em uma postura mais forte dos legisladores em relação às apostas online.
“O presidente insiste que o Congresso deve se concentrar nos operadores de apostas, o que afeta as famílias brasileiras”, afirmou Haddad. “Ele acredita que o Congresso deve tomar uma posição definitiva sobre isso. ”
O ministro acrescentou que o governo vê a tributação das apostas não apenas como uma questão de receita, mas como uma questão de saúde pública, mencionando um número crescente de pessoas que buscam tratamento para o vício em jogos de azar no sistema nacional de saúde.