Brasil impõe proibição de apostas para beneficiários da previdência social

Pontos-chave:
– SPA publicou novas regras que proíbem beneficiários do Bolsa Família e do BPC de apostar online
– Os operadores devem integrar as verificações do banco de dados do governo na inscrição e no login
– As contas vinculadas aos beneficiários do programa social devem ser fechadas dentro de três dias
A Secretaria de Prêmios e Apostas do Brasil (SPA), subordinada ao Ministério da Fazenda, emitiu uma nova medida regulatória exigindo que os operadores de apostas bloqueiem o acesso dos beneficiários da previdência social.
A medida segue uma decisão do Supremo Tribunal Federal que orientou o governo a impedir o uso de fundos de assistência pública para atividades de jogo.
A regra vale para beneficiários do Bolsa Família, o maior programa de transferência condicionada de renda do país, e do Benefício de Pagamento Continuado (BPC), que fornece um salário mínimo mensal para idosos de baixa renda e pessoas com deficiência.
Juntos, os dois programas abrangem mais de 50 milhões de brasileiros.
Agora, os operadores precisam consultar um sistema governamental centralizado em dois pontos: durante o registro do cliente e no primeiro login de cada dia.
Se um jogador for identificado como beneficiário da previdência social, sua conta de apostas deverá ser fechada dentro de três dias.
Além disso, as empresas devem realizar uma varredura completa de suas bases de clientes em até 45 dias, comparando todos os CPFs registrados com os registros do governo.
É bom saber: a SPA fez parceria com o Conselho Digital do Brasil para bloquear anúncios de apostas ilegais
Os operadores de apostas não receberão dados pessoais diretamente, mas devem confiar no sistema central de verificação para garantir a conformidade.
O secretário do SPA, Regis Dudena, disse que a medida visa garantir que a assistência social seja usada exclusivamente para necessidades básicas e não redirecionada para atividades de jogo.
“Os operadores terão que consultar o sistema para garantir que os beneficiários não possam depositar dinheiro”, explicou.