Brasil: Senador propõe medidas de prestação de contas para o setor de apostas

Pontos-chave:
– O senador Izalci Lucas apresentou uma proposta que inclui penalidades civis, administrativas e criminais para atores fraudulentos
– As sugestões incluem bloquear o uso de benefícios sociais em plataformas de apostas e implementar revisões legislativas regulares
O senador brasileiro Izalci Lucas apresentou um conjunto de 16 sugestões formais ao Governo Federal com o objetivo de mitigar os impactos negativos das apostas online.
As recomendações se concentram na responsabilidade regulatória, proteção social e prevenção de fraudes no setor de apostas em expansão do Brasil.
Uma das propostas centrais busca introduzir responsabilidade civil, administrativa ou criminal para empresas, influenciadores e outros beneficiários que estejam envolvidos em promoções fraudulentas de apostas.
Se aprovadas e implementadas, as penalidades podem incluir compensação financeira por danos, multas, suspensão ou revogação de licenças.
Lucas também pediu a criação de um sistema tecnológico para impedir que indivíduos usem programas sociais do governo em plataformas de apostas.
Ele enfatizou que muitos apostadores no Brasil ganham até dois salários mínimos e, portanto, são vulneráveis aos riscos financeiros representados pelo jogo.
Outro ponto da proposta é o desenvolvimento de um sistema de revisão periódica da legislação e regulamentação de apostas, que deve ser baseado em estudos científicos e monitoramento consistente dos impactos sociais do setor.
É bom saber: essa não é a primeira vez que o senador pede uma fiscalização mais rigorosa do setor, já que ele fez parte da CPI das Apostas nacional
Também propôs a implementação de um canal de denúncia anônima para que jogadores e partes interessadas denunciem abusos, suspeitas de fraude ou falhas nos sistemas de proteção de jogadores, já que Lucas destacou dados que sugerem que quase 15% da população brasileira fez apostas em 2024.
As sugestões agora devem ser analisadas pelo Governo Federal antes que qualquer mudança regulatória possa prosseguir.