Brasil: Senador teme que o curto prazo possa enfraquecer a investigação sobre apostas

Pontos-chave:
– Senador pede prorrogação do inquérito, mencionando pressão de tempo e falta de quóru
– A maioria das solicitações de informações confidenciais permanece pendente, com mais de 80% das audiências ainda por acontecer
– A Comissão pode enfrentar barreiras legais e processuais sem uma extensão formal
Faltando algumas semanas para o fim previsto, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Brasil sobre apostas enfrenta prazos apertados, progresso limitado e preocupação de seus membros, de acordo com a senadora Soraya Thronicke.
De fato, Thronicke alertou que, sem uma extensão oficial, o CPI ficará aquém de suas metas investigativas.
Em uma sessão plenária do Senado, Thronicke disse que um pedido assinado por 29 senadores, mais de um terço da câmara, já havia sido apresentado para apoiar uma prorrogação de 130 dias.
No entanto, a prorrogação ainda não foi formalizada, pois exige leitura formal pelo presidente do Senado. “Vou entregar meu trabalho, mas não da maneira que imaginei, apenas da maneira que é possível”, afirmou Thronicke, acrescentando que, embora possa recorrer à Suprema Corte, ela prefere resolver a questão por meio do diálogo.
Instalado em novembro de 2024, o CPI foi prorrogado uma vez em abril por 45 dias e agora está programado para ser concluído em 14 de junho. Thronicke criticou a extensão anterior por ser insuficiente.
É bom saber: recentemente, o Senado brasileiro aprovou restrições à publicidade de apostas esportivas, proibindo influenciadores, atletas ativos e autoridades de fazerem parte de conteúdo promocional
Das 19 pessoas ouvidas em 22 reuniões na CPI, isso representa apenas uma pequena fração das audiências aprovadas.
Várias testemunhas, incluindo o influenciador Jon Vlogs, dono da plataforma JonBet, não compareceram.