Paraguai aprova nova lei para acabar com o monopólio do jogo

A Comissão Nacional de Jogos acredita que a medida aumentará a receita tributária e atrairá investimentos do setor privado.
Pontos-chave:
– O Paraguai elimina o monopólio do jogo e permite que operadores privados entrem no mercado
– A proteção do jogador, a elegibilidade do operador e a segurança do investimento são os principais objetivos da nova lei
O Paraguai promulgou oficialmente a Lei nº 7348/2025, encerrando o antigo monopólio do jogo e implementando uma nova estrutura regulatória que visa aumentar a competitividade do mercado e a receita tributária. A lei atualizada modifica a legislação que remonta a 1997, concedendo aos operadores privados acesso direto ao mercado por meio de um processo regulatório definido e descentralizado.
A reforma estabelece a Comissão Nacional de Jogos do Paraguai (Conajzar) como uma entidade descentralizada sob a Direção Nacional da Receita Tributária (DNIT) e, com isso, a Conajzar agora supervisionará a autorização, regulamentação e supervisão de jogos de azar, tanto offline quanto online, em todo o país, com o apoio do DNIT e de outros representantes governamentais.
De acordo com o presidente da Conajzar, Carlos Liseras, ao criar uma estrutura regulatória mais transparente e eficiente, essa mudança modernizará o setor e priorizará a proteção dos jogadores. Ele enfatizou que a baixa carga tributária do Paraguai, combinada com a nova estrutura legal transparente, colocará o país como um destino atraente para investimentos regulamentados em jogos em toda a América Latina.
É bom saber: somente em 2024, os jogos de azar geraram PYG175,8 bilhões ($21,9 milhões) em receita tributária para o Paraguai
A nova lei também reforça a elegibilidade do operador, pois os licenciados devem atender a critérios rígidos, incluindo experiência comprovada, capacidade financeira e ausência de problemas legais pendentes no local ou no exterior. Requisitos adicionais se aplicam à infraestrutura e ao equipamento: todos os sistemas de jogos devem ser certificados e os estabelecimentos devem estar localizados a pelo menos 200 metros das instituições educacionais. A Conajzar manterá comunicação direta com as partes interessadas locais e internacionais para garantir a conformidade e promover o crescimento da indústria.