Pesquisa da CBF mostra que 23,7% dos torcedores brasileiros fazem apostas esportivas

Uma nova pesquisa da CBF Academy mostra que as apostas esportivas se tornaram parte rotineira da experiência de uma jornada para uma parcela significativa dos torcedores brasileiros.
De acordo com o estudo, 23,7% dos torcedores fazem apostas esportivas, indicando que quase um em cada quatro fãs agora se envolve regularmente com plataformas de apostas.
Os números também revelam quanto esses apostadores estão gastando: 80,6% apostam até BR100 ($19) por mês, sugerindo um padrão de gastos baixo a moderado entre a maioria dos usuários, enquanto 1,7% excedem BR1000 mensais.
Esse engajamento crescente chega à medida que a governança do futebol passa por mudanças estruturais. A CBF confirmou recentemente uma parceria com a Genius Sports para implantar tecnologia de impedimento semiautomático e sistemas avançados de rastreamento a partir de 2026, reforçando as expectativas de maior integridade e transparência nas competições.
A colaboração reflete esforços mais amplos para modernizar a supervisão e reduzir as vulnerabilidades no futebol brasileiro.
Ao mesmo tempo, os legisladores continuam debatendo o impacto social das apostas. Uma proposta legislativa recente no país introduziu uma Estratégia Nacional para Combater o Vício em Jogos de Azar, com foco na prevenção, triagem comportamental obrigatória, regras de publicidade e obrigações mais rígidas do operador.
Isso se alinha às crescentes preocupações sobre a visibilidade das apostas no futebol e sua influência sobre os jovens torcedores.
Além disso, dados do Ministério da Fazenda do Brasil mostram que as empresas de apostas esportivas e jogos online faturaram BR17,4 bilhões com 17,7 milhões de apostadores no primeiro semestre do ano, destacando a rápida expansão e a relevância econômica do mercado.
Juntos, esses desenvolvimentos mostram um setor que se expande rapidamente em entretenimento, tecnologia e regulamentação, além de um público cada vez mais consciente de suas oportunidades e riscos.