Senado brasileiro atrasa debate sobre lei fiscal de apostas

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado não votará nesta semana o PL 5.473/2025, o projeto de lei que aumenta os impostos sobre operadoras de apostas e fintechs.
O presidente do Comitê, senador Renan Calheiros, disse que a análise deve passar para a próxima semana, depois que um dos principais legisladores relacionados ao projeto, o senador Eduardo Braga, solicitou mais tempo para revisar e fechar negociações sobre pontos críticos.
De acordo com Braga, o texto ainda exige ajustes em várias disposições que podem afetar diretamente os setores financeiro e de apostas nacionais.
Ele também não descartou o debate sobre juros sobre capital próprio, pois os legisladores analisaram alternativas que foram apresentadas durante negociações anteriores sobre tributação do setor financeiro, mas não entraram no projeto atual.
Braga também planeja continuar as conversas com o Ministério das Finanças e grupos do setor para reduzir as lacunas na metodologia, taxas e regras de transição.
O objetivo, ele indicou, é retornar com uma versão que equilibre as necessidades de receita com a previsibilidade regulatória para operadores licenciados e instituições financeiras.
Para o setor de apostas, o adiamento estende um período de incerteza à medida que as empresas modelam possíveis cargas tributárias e efeitos de repasse nos orçamentos de preços, marketing e conformidade.
As fintechs também enfrentam questões semelhantes sobre alocação de capital e economia de produtos se o texto final restringir o tratamento tributário.
Calheiros reafirmou que a CAE pretende votar o projeto na próxima semana.
A manutenção desse cronograma dependerá da rapidez com que o funcionário consiga obter consenso e outros elementos contestados que possam moldar a carga tributária geral das operadoras.