IBJR propõe três alternativas para aumentar impostos para o mercado brasileiro de jogos de azar

Pontos-chave:
– Diz-se que o mercado de apostas ilegais do Brasil gera BR40 bilhões anualmente
– O IBJR propõe mandatos de remoção de conteúdo de 48 horas para operadores não licenciados, proibições de suporte técnico e cooperação aprimorada com processadores de pagamento
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) emitiu uma declaração alertando que o aumento da tributação sobre operadores de apostas regulamentados pode levar os consumidores ao substancial mercado ilegal do país, que supostamente já responde por até 51% de todas as atividades de apostas.
A intervenção segue a recente retirada da Medida Provisória 1.303/2025, que teria aumentado o imposto sobre a receita bruta de jogos de 12% para 18%. Também teria introduzido um esquema voluntário exigindo que as empresas pagassem 15% em impostos mais 15% em multas em operações realizadas entre 2014 e 2024.
A Câmara dos Deputados votou 251-193 para arquivar a medida antes que ela pudesse prosseguir com a revisão do Senado.
De acordo com uma pesquisa conduzida pela consultoria LCA com a Locomotiva, o mercado de apostas clandestinas do Brasil gera aproximadamente BR40 bilhões ($6,8 bilhões) anualmente, resultando em uma perda estimada de BR10,8 bilhões em receita tributária potencial.
O instituto argumenta que o combate às operações ilegais representa um caminho mais eficaz para aumentar as receitas do governo, com cada ganho de cinco pontos percentuais na formalização do mercado potencialmente rendendo mais BR1 bilhão em arrecadação de impostos.
A organização expressou preocupação de que cargas tributárias excessivas sobre operadoras reguladas pelo governo federal, identificáveis por suas extensões de domínio.bet.br, possam minar a estrutura regulatória nascente.
É bom saber: Fernando Vieira deixou recentemente seu cargo no Instituto Brasileiro de Jogo Responsável
Essas medidas correm o risco de empurrar milhões de consumidores para plataformas não licenciadas, onde eles não têm proteção ao consumidor e enfrentam maior exposição a atividades fraudulentas.
Para enfrentar o desafio do mercado ilegal, o instituto propôs três mecanismos primários de fiscalização.
Isso inclui obrigar as plataformas digitais a remover conteúdo de operadores não licenciados em 48 horas, proibir os fornecedores de tecnologia de oferecer suporte a sites não licenciados e fortalecer a cooperação com processadores de pagamento para identificar e evitar transações financeiras suspeitas.