São Raimundo Nonato, do Brasil, aprova a criação da loteria municipal

Pontos-chave:
– O prefeito Rogério Araújo de Castro sancionou a lei que cria a loteria municipal
– A receita financiará áreas como educação, saúde, cultura e assistência social
– Os críticos destacam incertezas legais e riscos para populações vulneráveis
O município de São Raimundo Nonato, no estado do Piauí, no nordeste do Brasil, criou formalmente sua própria loteria.
A medida, assinada pelo prefeito Rogério Araújo de Castro, autoriza a prefeitura a operar ou licenciar produtos de loteria.
A iniciativa foi aprovada pela Câmara Municipal por uma margem estreita de seis votos a quatro, refletindo as divisões políticas e sociais em torno da proposta.
Embora o governo argumente que o novo serviço fornecerá uma fonte de receita para projetos em áreas como educação, saúde, cultura, turismo e assistência social, os críticos alertam sobre a clareza limitada sobre supervisão e possíveis custos sociais.
A lei estipula que as receitas serão alocadas primeiro para pagamentos de prêmios, obrigações fiscais e despesas operacionais, com os fundos restantes direcionados a programas sociais.
Os prêmios não reclamados serão revertidos para o Fundo Municipal para Crianças e Adolescentes.
A cidade poderá administrar a loteria diretamente ou por meio de licenciamento, parcerias público-privadas ou concessões.
É bom saber: a Câmara Municipal de Salvador também está avançando com um projeto de lei para estabelecer uma loteria municipal
Permanecem preocupações sobre a carga potencial dos jogadores de baixa renda, que historicamente contribuem com uma parcela desproporcional das receitas da loteria.
Especialistas jurídicos também questionaram a validade das loterias municipais, dizendo que sem controle rígido e transparência, o plano poderia sair pela culatra.
A Secretaria Municipal de Administração e Finanças supervisionará sua implementação e conformidade com as medidas de prevenção de fraudes.