Brasil: Grupo interministerial pretende combater a manipulação de resultados

Pontos-chave:
– O grupo interministerial funcionará por seis meses, prorrogáveis por mais seis, se necessário
– SPA, subordinado ao Ministério da Fazenda, participará ao lado do Ministério do Esporte e da Polícia Federal
– A iniciativa visa fortalecer a prevenção, a fiscalização e a credibilidade no esporte brasileiro
O Governo Federal do Brasil lançou um grupo de trabalho interministerial para tratar da manipulação de resultados nos esportes nacionais, um esforço conjunto dos Ministérios da Fazenda, Esporte e Justiça.
Seu objetivo é redigir a proposta da Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos.
Representando o Ministério da Fazenda estará o Secretário de Prêmios e Apostas (SPA), que supervisiona o mercado regulamentado de apostas do Brasil. O secretário do SPA, Regis Dudena, enfatizou a ameaça representada pela manipulação de resultados.
“Os riscos da manipulação dos resultados esportivos são uma ameaça à credibilidade do esporte, pois afetam algo que é central: a imprevisibilidade. Essas ações ilegais podem impactar negativamente a sociedade como um todo, e é por isso que um fórum como esse é tão importante”, disse Dudena.
É bom saber: a SPA assinou recentemente um acordo de cooperação para fortalecer a supervisão da publicidade de apostas
De acordo com o ministro do Esporte do Brasil, André Fufuca, “essa medida reforça que o governo entende a urgência de abordar uma questão tão complexa. É essencial agir em conjunto em nível nacional para seguir na mesma direção e enfrentar a manipulação de competições. ”
Giovanni Rocco, Secretário Nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte do Brasil, que coordenará o grupo, acrescentou que proteger os atletas e a credibilidade da competição são fundamentais para a missão do grupo.
O primeiro passo concreto do grupo será uma reunião técnica nacional, que incluirá o treinamento de 54 delegados da Polícia Civil e Federal. O grupo trabalhará por seis meses, com a possibilidade de uma prorrogação de seis meses.