Regulador brasileiro alerta para o crescente desafio das apostas esportivas ilegais

Foi avisado que plataformas ilegais geram BR35 bilhões, exigindo uma supervisão mais forte.
Pontos-chave:
– De acordo com o IBJR, as apostas esportivas ilegais no Brasil geram cerca de BR35 bilhões por ano e não oferecem proteção ao consumidor
– O plano do governo federal de aumentar os impostos sobre operadoras licenciadas de 12% para 18% é criticado por potencialmente enfraquecer o mercado regulado
O Subcomitê Permanente Brasileiro de Regulamentação de Apostas Esportivas enfatizou a necessidade de focar nas perdas de receita causadas pelo mercado ilegal.
Durante uma audiência pública no Congresso, os participantes, incluindo o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), legisladores, representantes do setor e autoridades, concordaram que o principal desafio do país não é o mercado regulamentado, mas o rápido crescimento de plataformas ilegais.
Segundo eles, essas operações não regulamentadas geram cerca de BR35 bilhões (6,4 bilhões de dólares) por ano, evitam impostos, operam sem salvaguardas de integridade e não oferecem proteção ao consumidor.
Além disso, a sessão abordou preocupações sobre a supervisão do Governo Federal sobre operadores de apostas esportivas não regulamentados no país.
O deputado Caio Vianna, presidente do Subcomitê, disse: “O governo brasileiro hoje está agindo ilegalmente. A lei estabelece claramente que a taxa de fiscalização deve ser cobrada com uma finalidade específica: combater o mercado ilegal e outras irregularidades. No entanto, não está sendo usado para isso. Ele vai para uma conta geral.
“Quem estuda o mercado entende que isso não é uma taxa de fiscalização, é um imposto para o governo usar como quiser, não para o propósito para o qual foi criado. Isso é um assunto sério. ”
Representantes de operadoras regulamentadas criticaram o plano do governo federal de aumentar os impostos sobre empresas licenciadas. De acordo com os documentos apresentados no Congresso, essas empresas já pagam BR2,3 bilhões em taxas de concessão e enfrentam uma carga tributária de 21,9%, além de contribuições sociais e corporativas.
Uma medida provisória, atualmente em análise no Congresso, busca aumentar o imposto sobre a receita bruta de jogos de 12% para 18%, o que, segundo o IBJR, pode enfraquecer o mercado legal e criar mais oportunidades para operadores ilegais.
É bom saber: um estudo do IBJR estima que o jogo ilegal custa ao Brasil BR10,8 bilhões a cada ano
Fernando Vieira, presidente executivo da IBJR, explicou: “Enquanto o setor regulado emprega pessoas, paga impostos e protege os apostadores, o mercado ilegal é livre para crescer. Não faz sentido penalizar aqueles que seguem a lei sem alocar os recursos arrecadados para combater a ilegalidade.
Vieira enfatizou que o Brasil está em um momento crucial: segundo ele, transferir cinco pontos percentuais do mercado ilegal para o setor regulado poderia gerar um adicional de BR1 bilhão em receita tributária anual.
Ele argumentou que o foco deveria ser fortalecer a fiscalização, em vez de aumentar os impostos, pois essas medidas são fundamentais para reduzir a atividade ilegal.
Tags/Palavras-chave
Gaming America’s editorial staff provides authoritative coverage of iGaming, esports, and sports betting across the U.S. and Latin America in multiple language editions. Drawing on deep industry expertise, the team combines rigorous journalism with comprehensive testing of licensed operators, evaluating security, bonuses, markets, user experience,...