Brasil: Tribunal Federal investigará suspeita de lavagem de dinheiro pela Esportes da Sorte

Pontos-chave:
– Juiz estadual encontrou sinais de evasão fiscal, transferências ilícitas para o exterior e crimes financeiros vinculados a empresas de apostas
– Caso agora tratado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal do Brasil
– Esportes da Sorte e Vaidebet mencionados em decisão judicial sobre transações estrangeiras suspeitas
A Operação Integração, uma investigação originalmente focada no suposto uso de apostas online para lavar dinheiro do jogo do bicho no estado brasileiro de Pernambuco, foi transferida para o sistema de Justiça Federal do Brasil.
O jogo do bicho é um popular jogo de loteria no Brasil, que atualmente é ilegal.
A decisão foi tomada após a juíza Andréa Calado da Cruz identificar fortes indícios de crimes que excedem a jurisdição estadual, incluindo lavagem de dinheiro transnacional, evasão de divisas e má conduta financeira com possíveis perdas.
De acordo com a decisão, as autoridades estaduais descobriram sinais de estruturas offshore supostamente projetadas para ocultar ativos ilícitos.
Em sua declaração, a juíza apontou empresas e indivíduos específicos, incluindo a HSF Gaming, operadora da marca de apostas Esportes da Sorte e patrocinadora do Corinthians Football Club.
Também menciona José André da Rocha Neto, o empresário por trás do patrocinador anterior do Corinthians, Vaidebet.
Ela disse que a investigação revelou que 485 milhões de euros (559 milhões de dólares) vinculados a atividades de jogos de azar foram transferidos pela Ilha de Man usando estruturas corporativas como a Alpharise Investments, com sede em Luxemburgo.
É bom saber: o Esportes da Sorte sediou recentemente um evento de integridade no Brasil em parceria com dois clubes de futebol
Uma ordem anterior do tribunal estadual de Pernambuco já havia congelado 6,3 milhões de libras (8,4 milhões de dólares) mantidas em uma conta associada à Esportes da Sorte na Ilha de Man.
A Esportes da Sorte respondeu alegando que a transferência para a Justiça Federal foi “um ato de desespero” e reafirmou sua confiança no sistema legal, insistindo que a investigação carecia de imparcialidade e deveria ser anulada.
A empresa criticou a conduta do juiz Calado e reiterou que espera que a investigação seja arquivada. O Corinthians ainda não se manifestou sobre a decisão.