Projeto de lei estadual brasileiro busca educar jovens sobre os riscos do jogo e das apostas

A iniciativa visa aumentar a exposição de crianças e adolescentes a anúncios de apostas.
Pontos-chave:
– O programa proposto criaria materiais educacionais sobre riscos à saúde relacionados ao jogo, incluindo ansiedade e depressão
– Inclui treinamento de professores, apoio psicológico e avaliações anuais de impacto
– A iniciativa está atualmente sendo analisada por comitês estaduais
Uma proposta legislativa no estado do Piauí, no nordeste do Brasil, visa introduzir a educação sobre os danos causados pelo jogo nas escolas por meio de um programa intitulado Fim de Jogo (“Fim do Jogo”).
De autoria do deputado estadual Dr. Hélio Oliveira, o projeto busca conscientizar crianças e adolescentes sobre os perigos físicos, mentais e sociais do jogo e das apostas online.
Se aprovado, o programa seria administrado pela Secretaria de Educação do estado e incluiria o desenvolvimento de materiais didáticos sobre temas delicados, como distúrbios do sono, depressão, isolamento social e comportamento compulsivo.
A ideia é ajudar os alunos a entender os impactos do jogo e, quando atingirem a maioridade, serem capazes de abordá-lo com uma compreensão completa das possíveis consequências.
Também propõe palestras, campanhas e workshops, bem como treinamento específico para educadores para ajudar a identificar sinais de uso problemático de tecnologia entre estudantes.
O projeto destaca as crescentes preocupações com o acesso dos jovens às plataformas de apostas digitais e a exposição ao conteúdo de jogos de azar promovido por influenciadores, incluindo personalidades menores de idade.
É bom saber: o senador brasileiro propôs recentemente um projeto de lei para aumentar a responsabilidade no setor de apostas
A iniciativa permitiria parcerias com organizações de saúde e psicologia para oferecer apoio a estudantes e famílias, além de solicitar avaliações anuais da eficácia do programa em relação aos jovens.
Atualmente, está sendo analisado por comitês técnicos da legislatura estadual e, se aprovado, será aprovado pelo governo estadual.