Presidente do Senado do Brasil adia votação para legalizar jogos de azar no varejo

Pontos-chave:
– O Projeto de Lei 2234 legalizaria cassinos, bingo, corridas de cavalos e jogo do bicho em todo o país, mas não recebeu uma data futura de análise pelo presidente Alcolumbre
– Alcolumbre teria se reunido com colegas em viagens oficiais para discutir a legislação, optando por adiar a votação para que os consultores pudessem participar dos debates e da tomada de decisão final
O presidente do Senado do Brasil, Davi Alcolumbre, decidiu em 8 de julho adiar a votação de legalização do Projeto de Lei 2234, que visa permitir jogos de azar no varejo na forma de cassinos, bingo, corridas de cavalos e jogo do bicho em todo o país.
Alcolumbre citou um “baixo quórum”, pois apenas 56 senadores estavam presentes na sessão legislativa e não forneceu uma data futura para análise de quando o projeto poderá ser apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O quórum é muito baixo – 56 senadores. E esta Presidência não pode ser questionada, em todos os momentos, sobre a deliberação de assuntos. Diante da grande divergência e da ausência de senadores, gostaria de informar que vou retirá-la da pauta ex officio”, disse Alcolumbre.
Originalmente apresentado em 1991 e aprovado pela Câmara dos Deputados do país em 2022, Alcolumbre reconheceu que o Projeto de Lei 2234 está pendente há mais de 30 anos e está “muito atrasado” para ser votado.
De acordo com a proposta, que também foi aprovada pela comissão do Senado em junho de 2024, somente empresas sediadas no Brasil poderão operar jogos de azar no varejo e permitidas em locais previamente autorizados pelo governo do país.
É bom saber: o ministro das Finanças do Brasil, Fernando Haddad, mais uma vez pediu uma tributação mais forte contra as empresas de apostas esportivas em 8 de julho, acusando as operadoras de lucrar massivamente no país e contribuir pouco para a criação de empregos ou para a economia nacional
Os jogos de azar e os cassinos físicos foram proibidos no Brasil em 1946, pois a proibição sobreviveu a inúmeras tentativas de legalizar as ofertas de varejo, principalmente com base em argumentos morais da oposição.
Em qualquer momento em que o parlamento do Brasil aprovasse a legislação, ela seria então enviada ao gabinete do presidente Silva para sanção final antes de ser autorizada como lei.