Comissão Brasileira de Esportes coloca restrições a anúncios de jogos de azar sob escrutínio

Pontos-chave:
– A Comissão Brasileira de Esportes passou por uma audiência no Senado para revisar a legislação atual de publicidade de jogos de azar do SPA
– Dois novos projetos de lei que propõem restrições mais rígidas em torno de anúncios de jogos de azar estão atualmente em análise
– Alguns senadores acreditam que restrições mais rígidas ajudarão a reduzir os problemas de dependência, enquanto outros argumentam que isso levará os consumidores ao mercado negro
Como parte de uma audiência pública, a Comissão de Esportes do Brasil (CeSP) examinou a eficácia das atuais restrições à publicidade de jogos de azar do país após a abertura do mercado — com dois projetos de lei recém-propostos que endureceriam a legislação também sendo discutidos.
De fato, a audiência foi solicitada em parte pelo senador Carlos Portinho — apoiador do projeto de lei 2.985/2023 — que afirmou que os regulamentos atuais não produziram resultados aceitáveis no que diz respeito ao combate ao que ele classifica como “publicidade predatória” no Brasil. Além disso, ele ressalta a preocupação comumente citada no Brasil e nas nações vizinhas da América Latina com o jogo para menores de idade — e a superexposição das apostas online a menores.
A reunião, presidida pela presidente do CesP, senadora Leila Barros, explorou primeiramente o desempenho atual da legislação promulgada pela SPA e pelo Ministério da Fazenda. Um foco aprimorado foi dado aos sistemas de alerta insuficientes que, na opinião de alguns senadores, não fornecem os alertas necessários sobre os perigos — financeiros e emocionais — associados às apostas compulsivas. Também foram apresentados argumentos de que o excesso de regulamentação pode causar danos aos consumidores, alegando que eles podem ser inadvertidamente levados ao mercado negro.
O senador Styvenson Valentim, autor do projeto de lei 2.984/2023, afirmou que sua intenção original era remover totalmente a publicidade do mercado de apostas, no entanto, a iteração final do projeto permite publicidade com maiores restrições ao conteúdo publicitário. Valentim também expressou a crença de que o endosso de celebridades e influenciadores deveria ser proibido.
Conclusivamente, foi afirmado que quaisquer soluções extremas para a questão não seriam implementadas pelo Senado — que ainda não confirmou seu veredicto final sobre as mudanças propostas.
É bom saber: atualmente, 6,9% dos brasileiros (10,9 milhões) com 14 anos ou mais se enquadram em uma categoria “problemática” em relação ao jogo
Também nesta semana, foi revelado que o Banco Central do Brasil — também por meio do senado — solicitou poderes adicionais para combater operadores ilegais de jogos de azar online no país.
No início do ano, a SPA do Brasil também solicitou que todos os seus operadores licenciados apresentassem suas respectivas políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo para revisão.