Brasil: Maranhão e Ceará expandem defesa e regulamentação local das operações de apostas

O governo do Maranhão, um estado do Brasil, aderiu formalmente ao debate nacional sobre a regulamentação de apostas no Brasil ao apresentar um pedido ao Supremo Tribunal Federal para atuar como amicus curiae em uma das ações judiciais que contestam a constitucionalidade da lei federal de apostas esportivas.
O pedido, apresentado pela Procuradoria Geral do estado, argumenta que a lei fornece um “ambiente de jogo seguro e controlado” por meio de regras rígidas sobre jogo responsável e prevenção de dívidas.
Também destaca os benefícios econômicos de um setor regulamentado, mencionando a criação de empregos, a receita tributária e a formalização do emprego em tecnologia, marketing e suporte ao cliente.
“A regulamentação das apostas esportivas traz benefícios significativos para a economia e a sociedade”, diz a petição estadual. “Uma atividade regulada gera receita tributária substancial para a União, Estados e Municípios, fortalecendo as finanças públicas. ”
A decisão do Maranhão também é vista como um esforço para proteger sua recém-criada loteria estadual, a Lotema, que poderia ser afetada se a Suprema Corte derrubar a estrutura nacional de apostas.
“Todos os estudos e procedimentos para a implementação da Loteria Estadual do Maranhão foram realizados com critérios rígidos”, afirmou o governo.
As ações judiciais na Corte, movidas pela Confederação Nacional do Comércio e pela Procuradoria Geral da República, continuam pendentes na gestão do ministro Luiz Fux.
Enquanto isso, o cenário regulatório continua evoluindo no nível municipal.
A cidade de Aratuba, no Ceará, lançou uma licitação para contratar uma empresa para gerenciar sua própria plataforma de apostas, juntando-se a pelo menos outros nove municípios do estado que aprovaram iniciativas semelhantes.
Em todo o Brasil, mais de 70 cidades brasileiras autorizaram projetos de loterias locais, uma tendência crescente que as autoridades federais ainda consideram irregular.