Brasil: Projeto de lei propõe alocar receita fiscal de apostas para combater o cibercrime

Pontos-chave:
— O Projeto de Lei PL 4.752/2025 reserva 2% da receita de apostas para iniciativas de cibersegurança
– Proposta cria um Programa Nacional de Segurança Digital e Resiliência
– Visa fortalecer investigações, proteção de dados e prevenção de riscos cibernéticos
O senador brasileiro Esperidião Amin apresentou um projeto de lei que usaria parte da receita de apostas do país para financiar programas de segurança cibernética.
A proposta está atualmente sendo analisada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
O projeto de lei estabelece um Programa Nacional de Segurança Digital e Resiliência, uma estrutura projetada para prevenir, mitigar e responder a incidentes cibernéticos nos setores público e privado.
A iniciativa seria vinculada ao Governo Federal, mas a participação também seria aberta a entidades estaduais, municipais e privadas.
Entre seus principais objetivos estão melhorar a investigação de crimes cibernéticos, fortalecendo os planos nacionais e regionais de segurança cibernética.
Além disso, também visa aumentar a coordenação entre setores críticos, como saúde, educação, finanças, energia e telecomunicações.
O projeto de lei destina 2% da receita de apostas com probabilidades fixas para esses programas de segurança cibernética. Esses recursos apoiariam projetos de modernização, pesquisas, treinamento de pessoal e criação de centros para incidentes cibernéticos.
Amin justificou a proposta citando a crescente exposição do Brasil às ameaças digitais.
“Estamos enfrentando uma escalada de incidentes cibernéticos que afetam a prestação de serviços públicos e colocam em risco os dados dos cidadãos”, disse ele, enfatizando que o Brasil continua sendo uma das poucas grandes economias sem uma lei nacional abrangente de segurança cibernética.
É bom saber: vários municípios brasileiros estão se movendo para criar loterias locais, apesar das irregularidades
O projeto também exige a criação de uma Autoridade Nacional de Segurança Cibernética para supervisionar a implementação e garantir a comunicação consistente de incidentes cibernéticos pelas entidades participantes.
Membros da Frente Parlamentar de Segurança Cibernética e Defesa Cibernética endossaram a proposta.
Se aprovada, a lei conectaria o mercado de jogos do país a um dos desafios mais urgentes da era moderna.