Indústria brasileira de jogos de azar retira ação judicial contra supermercados

A Associação Nacional Brasileira de Jogos e Loterias resolveu sua disputa contra a Associação de Supermercados após uma mediação.
Pontos-chave:
– Ação movida pela ANJL contra a ABRAS é retirada após mediação
– Os dois órgãos não conseguem chegar a um consenso sobre publicidade em jogos de azar
– A disputa começou depois que a ABRAS alegou que a indústria de jogos de azar era a culpada pela piora da segurança alimentar no país
Por enquanto, uma disputa entre a indústria de jogos de azar e os supermercados no Brasil chegou a um fim instável.
A ação movida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) contra a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) foi retirada apesar de não ter sido alcançado um consenso total sobre o caminho a seguir.
Uma mediação foi convocada em São Paulo para discutir uma solução para sua disputa legal que serviria a interesses mútuos, como a saúde financeira dos consumidores.
A disputa começou depois que a ABRAS publicou um vídeo nas redes sociais que vinculou a indústria de jogos de azar à diminuição da segurança alimentar no país.
A ANJL alegou que o conteúdo do vídeo era enganoso e exigiu saber de onde as informações que formaram a base do vídeo se originaram.
Durante a mediação, diz-se que a ANJL apontou o dedo do escrutínio para os operadores ilegais, sugerindo que os esforços para combater a insegurança alimentar e financeira seriam mais bem direcionados ao mercado negro do que os operadores legais.
O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, disse: “Os operadores que não estão autorizados a operar no Brasil não se preocupam com a integridade das apostas e com a proteção dos apostadores”.
É bom saber: no 5º Fórum Nacional da Cadeia de Suprimentos organizado pela ABRAS, o vice-presidente do Brasil se manifestou em apoio ao aumento da carga tributária sobre jogos de azar, sugerindo que um número de até 27% poderia estar na mesa no futuro
O modelo regulatório do Reino Unido foi referenciado pelos advogados como um exemplo para se inspirar.
Com isso em mente, os argumentos apresentados pela indústria no debate sobre a legislação publicitária têm um som familiar.
Os dois setores não chegaram a um acordo sobre o quão rígidas as leis sobre marketing de jogos de azar deveriam ser, com a ANJL alegando que a regulamentação excessiva serviria apenas para levar os jogadores ao mercado ilegal, onde eles estão ainda menos protegidos.