Brasil impulsiona a legalização dos cassinos físicos à medida que cresce a reação no Senado

Pontos-chave:
— O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está pressionando para votar o PL 2.234/2022 antes do recesso de julho
– O projeto tem apoio de partidos centristas e de alguns setores do governo
— O senador Eduardo Girão criticou fortemente a proposta
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está tentando garantir apoio partidário para votar o PL 2.234/2022 antes de julho. O projeto, que está no Congresso há mais de uma década, já foi aprovado pela Câmara em 2022 e passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado no ano passado. Se o plenário o aprovar sem alterações, ele vai direto para a mesa do presidente para aprovação.
A medida tem o apoio de nomes influentes como o senador Irajá Abreu, principal figura do projeto de lei, e apoiadores argumentam que ela trará até BR20 bilhões em receita tributária anual e gerará 1 milhão de empregos.
Ainda assim, a reação está sendo enfrentada porque figuras como o senador Eduardo Girão discordam da proposta, pois ele mencionou que o impacto nacional do jogo é visível no setor de apostas online já legalizado. Girão argumentou que, embora a indústria on-line tenha como alvo usuários mais jovens, os locais de jogo físicos afetariam a demografia mais velha, especialmente os idosos vulneráveis.
Ele também levantou preocupações sobre lavagem de dinheiro e danos sociais, fazendo referência a escândalos nacionais, como o Inquérito Parlamentar (CPI) de 2004 sobre Bingos. Girão acusou a atual pressão legislativa de ignorar os problemas em andamento com as plataformas online.
É bom saber: a CPI dos Bingos, realizada em 2004-2005 no Brasil, investigou esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro vinculados a salas de bingo, gerou revelações envolvendo figuras políticas e uso indevido de fundos públicos e teve seu relatório final rejeitado, assim como a CPI das Apostas
Apesar da reação, Alcolumbre sinalizou que pretende levar a proposta à votação nas próximas semanas.
Os apoiadores a consideram uma oportunidade econômica; os críticos a veem como uma distração perigosa dos problemas existentes.