Supremo Tribunal Federal brasileiro suspende votação sobre suspensão provisória das restrições da Lei de Apostas

O tribunal superior do Brasil está avaliando se duas regras contestadas na nova legislação de apostas do país devem permanecer suspensas.
Pontos-chave:
– A Suprema Corte está analisando a suspensão temporária de duas restrições na Lei de Apostas
– Governadores argumentam que as regras prejudicam a concorrência e favorecem estados mais ricos
O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil interrompeu sua votação sobre a manutenção de uma liminar que suspendeu partes da nova Lei de Apostas do país, já que a ministra Cármen Lúcia solicitou mais tempo para analisar o caso.
As duas regras suspensas incluem a proibição de conceder concessões de loteria ao mesmo grupo econômico em mais de um estado e uma restrição à publicidade de loterias estaduais para residentes fora de seus próprios territórios.
A suspensão foi concedida inicialmente em outubro pelo ministro Luiz Fux, após um pedido de governadores que representam vários estados do Brasil. Eles argumentaram que as regras violam a concorrência justa e limitam a capacidade das loterias estaduais de atrair usuários por meio de publicidade mais ampla.
Fux manteve sua posição durante a sessão atual, afirmando que as proibições não eram constitucionalmente justificadas e poderiam restringir a participação em licitações públicas, prejudicando estados menores. Ele foi acompanhado pelo ministro Flávio Dino, que concordou com a suspensão, mas observou os riscos potenciais de domínio do mercado por um único grupo.
É bom saber: a Lei de Apostas entrou em vigor em dezembro de 2023 para regular as operações tradicionais de loteria e as apostas online com probabilidades fixas no Brasil
O caso se concentra apenas nas modalidades tradicionais de loteria, como jogos com vitórias instantâneas e sorteios numerados, enquanto as apostas com probabilidades fixas estão sendo avaliadas em uma contestação legal separada.
Apesar de o STF também analisar o mérito mais amplo do caso, essa parte do processo foi suspensa. Até o momento, cinco ministros votaram a favor de declarar as regras impugnadas inconstitucionais.