Brasil: Senador Girão critica projeto de lei de cassino logo antes da votação no Senado

Pontos-chave:
— Senador Girão se opõe ao PL 2.234/2022, pedindo mais debate antes da votação
– Ele menciona a oposição formal de ministérios e instituições públicas
– Girão também alerta sobre laços com o crime organizado e exploração de famílias vulneráveis
O senador brasileiro Eduardo Girão criticou publicamente o momento do projeto de legalização do cassino e do bingo, instando o Senado a adiar as discussões até depois do recesso parlamentar.
Girão argumentou que o projeto de lei, que autorizaria até 67 cassinos e 700 salas de bingo em todo o país, exige um debate mais profundo devido ao seu amplo impacto social. Ele disse que a proposta “está deixando os brasileiros totalmente endividados” e seria um presente para o crime organizado.
“Eu não sou o único a dizer isso”, afirmou Girão. “Os principais meios de comunicação do país, O Globo, Folha, Estadão, informaram que o crime organizado nunca lavou tanto dinheiro quanto com o surgimento das plataformas de apostas. ”
O senador também revelou que quatro importantes ministérios nacionais, Fazenda, Saúde, Desenvolvimento Social e Planejamento, expressaram formalmente sua oposição ao projeto, assim como a Polícia Federal, o Ministério Público e a Associação Nacional de Auditores Fiscais do Brasil.
Girão alertou que o projeto de lei corre o risco de explorar ainda mais comunidades vulneráveis, alegando que beneficia organizações criminosas às custas de famílias de baixa renda.
É bom saber: Eduardo Girão votou a favor do relatório final do Inquérito Parlamentar Nacional sobre Apostas, que acabou sendo rejeitado
Ele comparou a regulamentação do jogo à política do tabaco, sugerindo que o Brasil deveria considerar proibições de publicidade e uma supervisão mais rigorosa em vez de expandir o acesso legal.
“Não deveríamos permitir isso. Pelo contrário, precisamos resolver o problema das apostas, não expandi-lo. E se não podemos bani-lo completamente, pelo menos devemos seguir o modelo bem-sucedido do tabaco e proibir toda publicidade”, disse ele.