Brasil: Ministério das Finanças ordenou que equipasse totalmente o regulador de apostas

O Tribunal de Contas da União (TCU) do Brasil determinou que o Ministério da Fazenda deve, dentro de 120 dias, garantir a capacidade operacional total da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
De acordo com a decisão, o regulador deve estar equipado com recursos humanos, tecnológicos e orçamentários consistentes com o escopo de responsabilidades que lhe são atribuídas sob a estrutura de apostas do país.
O voto original do ministro relator Jhonatan de Jesus recomendou uma orientação não vinculativa.
No entanto, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, argumentou que uma determinação formal era necessária devido às fragilidades estruturais identificadas, particularmente aquelas que afetam a supervisão e a prevenção da lavagem de dinheiro no setor de apostas com probabilidades fixas.
O Tribunal concluiu que a escassez de pessoal é agravada pela falta de infraestrutura tecnológica, limitando a capacidade da SPA de supervisionar os operadores e impor a conformidade.
A auditoria ocorreu após uma comunicação interna emitida pela presidência da Corte em outubro de 2024, que instruiu várias ações de supervisão focadas no mercado recém-regulamentado do Brasil.
As descobertas destacaram deficiências em todos os processos operacionais, incluindo funções de monitoramento, fiscalização e avaliação de riscos.
Em sua decisão, o Tribunal também recomendou que a SPA formalizasse procedimentos operacionais em manuais ou outros documentos técnicos.
Esses documentos devem descrever os fluxos de trabalho e as responsabilidades pelas principais atividades, incluindo medidas de combate à lavagem de dinheiro, controles contra a proliferação de armas de destruição em massa e protocolos relacionados ao combate ao financiamento do terrorismo.
O objetivo é criar uma estrutura padronizada e auditável para operações regulatórias à medida que o mercado continua se expandindo.
Iniciativas recentes também pressionaram a SPA a fortalecer a fiscalização, incluindo uma parceria com o Conselho Digital do Brasil para bloquear anúncios de apostas ilegais.