Brasil: Casal de influenciadores investigado por jogo ilegal e esquema de lavagem de 4 milhões de dólares

A Polícia Civil de Minas Gerais lançou uma operação contra dois influenciadores digitais acusados de administrar um esquema ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro.
De acordo com os investigadores, Pedro Vitor e Aline Cavanellas supostamente promoveram plataformas de apostas não autorizadas, particularmente o famoso Fortune Tiger, ou “Jogo do Tigrinho”, como é chamado no Brasil.
O casal usou seus perfis nas redes sociais para atrair seguidores com promessas de lucro rápido e fácil.
A dupla teria compartilhado vídeos diários exibindo supostos jackpots e compras luxuosas, a maioria dos quais foi filmada em plataformas de demonstração projetadas para simular vitórias.
Essa estratégia, segundo as autoridades, criou uma falsa percepção de sucesso e atraiu seguidores para o esquema de apostas.
A investigação também revelou evidências de transações suspeitas no total de BR21 milhões ($4 milhões) e um portfólio de pelo menos 15 propriedades, incluindo casas de luxo.
A polícia ainda não confirmou se alguma prisão foi feita. Tanto a Polícia Civil quanto os representantes legais dos influenciadores foram contatados, mas não haviam se pronunciado no momento da reportagem.
De acordo com as autoridades, essas operações de jogos de azar online funcionam sem transparência e permanecem fora da estrutura regulatória do Brasil.
De acordo com relatórios relacionados, o caso reflete investigações semelhantes em todo o Brasil, onde influenciadores foram acusados de colaborar com operadoras não licenciadas para promover plataformas ilegais sob o pretexto de patrocínios ou parcerias de marca.
As autoridades alertaram que essa tendência crescente explora a confiança do público jovem, muitas vezes disfarçando esquemas fraudulentos como oportunidades legítimas de entretenimento ou investimento, ao mesmo tempo em que gera lucros enormes para redes criminosas nos bastidores.
Muitas plataformas estão sediadas no exterior, geralmente em Malta, além da jurisdição local.
Os investigadores alertam que os algoritmos do jogo são deliberadamente estruturados para garantir lucro aos operadores, mantendo os jogadores presos à ilusão e não ao acaso.