Brasil: resolução buscava um impasse de 142 milhões de dólares entre atletas e clubes

A Câmara dos Deputados do Brasil está tentando resolver o impasse legal que impede a distribuição de BR767 milhões ($142 milhões) em receitas de apostas devidas a atletas, clubes e federações esportivas.
O assunto foi discutido durante uma audiência do Comitê de Esportes com participantes pedindo uma nova legislação para definir como os fundos devem ser compartilhados.
O valor decorre do percentual da receita de apostas com cotações fixas reservada pela Lei 14.790/2023.
Embora a lei tenha estabelecido que uma parte dos lucros das apostas deve compensar os atletas pelo uso de seus nomes e imagens, ela não especificou como os fundos deveriam ser divididos.
De acordo com Pietro Lorenzoni, diretor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), o BR767m permanece em uma conta dedicada aguardando regulamentação.
“Queremos pagar, mas precisamos saber quem recebe e em que proporção”, explicou. A ANJL representa 35 operadoras licenciadas que transferiram coletivamente BR2,1 bilhões para organizações designadas da sociedade civil no primeiro semestre de 2025.
A principal discordância gira em torno de se os fundos retidos são públicos ou privados.
Operadores afirmam que o dinheiro é privado, enquanto o Ministério do Esporte e associações de atletas argumentam que ele constitui recursos públicos.
Jorge Borçato, presidente da Federação Nacional de Jogadores Profissionais de Futebol, defendeu a priorização dos jogadores de futebol e sugeriu que o Congresso apresentasse um projeto de lei específico para regular a divisão.
“Mais de 50% das apostas estão diretamente ligadas ao atleta: um cartão amarelo, um gol que ele marca. Então, essa é a nossa luta: que o atleta ganhe mais”, disse ele.
O atleta olímpico Rafael Silva propôs que o dinheiro fosse colocado em um fundo descentralizado semelhante à Lei do Audiovisual do Brasil, enquanto outros especialistas recomendaram um sistema inspirado no órgão de cobrança Ecad da indústria musical.
A presidente do Comitê de Esportes, Laura Carneiro, instou os legisladores a chegarem a um consenso.
“Estamos aqui para ouvir todos os lados e decidir se a solução deve vir por meio de emendas às leis existentes ou de uma estrutura totalmente nova”, disse ela.