Estudo examina padrões de apostas online entre jovens chilenos

A Responsible Gaming Corporation e a Red Preventiva Chile Coprevention apresentaram um estudo examinando como os jovens chilenos se envolvem com jogos e apostas online.
O relatório, intitulado “Telas que capturam: raio-X dos jogos on-line na juventude chilena”, foi apresentado ao presidente da CNC, José Pakomio, e ao ombudsman infantil Anuar Quesille.
O estudo observa que a transformação digital criou novas oportunidades junto com os desafios emergentes. Atualmente, apenas quatro operadores podem operar legalmente no Chile: Polla Chilena de Beneficencia, Lotería de Concepción, corridas nacionais de cavalos e cassinos autorizados pelo estado.
Essas entidades pagam impostos, financiam políticas públicas e operam sob supervisão do estado. No entanto, as plataformas de apostas digitais transformaram o cenário sem regulamentação complementar, com centenas de sites de apostas online agora operando no exterior sem autorização local ou barreiras de acesso para menores.
A pesquisa constatou que 14% dos jovens fizeram apostas online no ano passado, com 40% sendo homens e 13% mulheres. Entre aqueles que apostam, 79% são microapostadores que apostam menos de CLP 10.000 ($10), enquanto 19% apostam entre CLP 10.001 e 30.000.
A idade média dos novos apostadores é de 15,5 anos entre estudantes e 21,4 anos no ensino superior.
De acordo com o estudo, as principais motivações para apostas online variam. O mais citado foi ganhar dinheiro (53%), seguido por tédio (36%) e curiosidade (33%). Entre as plataformas usadas, 72% utilizam cassinos online, 41% apostas esportivas, 9% apostas em eSports e 4% pôquer online.
Em relação às atitudes, 54% dos estudantes têm opiniões neutras, 34% negativas e 12% positivas em relação às apostas.
O estudo também revelou que 85% dos jovens jogam videogame ocasionalmente ou com frequência, com 70% jogando pelo menos uma vez por semana. Além disso, 85% usam jogos que contêm elementos aleatórios, como caixas de saque, e 62% fizeram compras no jogo.
A influência da mídia social parece significativa, com 92% vendo anúncios de apostas em plataformas sociais e 58% seguindo influenciadores que promovem apostas.