SPA do Brasil assina acordo com o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária

Com o ímpeto ainda crescendo no cenário brasileiro de iGaming, a SPA se uniu ao Conselho Nacional para garantir que as campanhas de marketing permaneçam em conformidade e não tenham como alvo grupos vulneráveis.
Pontos-chave:
– As duas organizações esperam que o acordo fortaleça os esforços para tornar a publicidade de jogos de azar mais responsável
– Fortalecerá o fluxo de comunicação entre o SPA e o CONAR
– Ambas as organizações monitorarão possíveis violações de código e reincidentes
A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA) e o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (CONAR) assinaram um acordo de cooperação entre si.
O acordo será a base para tornar as campanhas publicitárias mais responsáveis quando se trata de apostas com probabilidades fixas e promoções comerciais no Brasil.
Tanto o SPA quanto o CONAR se concentrarão em anúncios que violam as regras, identificando reincidentes, combatendo práticas ilegais em promoções comerciais, derrubando sites ilegais e realizando campanhas de conscientização sobre o jogo responsável.
Sergio Pompilio, presidente do CONAR, disse: “Este é um marco significativo. A combinação de esforços entre regulação e autorregulação se consolidou como uma abordagem moderna e solicitada na maioria dos países, sendo essencial para enfrentar os desafios futuros, especialmente em segmentos de impacto, como apostas.
“Estamos confiantes de que essa parceria fortalecerá ainda mais o compromisso com a publicidade socialmente responsável e contribuirá para um futuro de inovação responsável e sustentável.”
É bom saber: o CONAR foi fundado na década de 1980 após ameaças ao setor publicitário no final dos anos 1970 e esteve envolvido em campanhas irresponsáveis de jogos de azar muito antes de ser regulamentado no país.
Regis Dudena, Secretário de Prêmios e Apostas da SPA, disse: “Sabemos que a publicidade desempenha um papel central na forma como a sociedade vê e acessa apostas e promoções comerciais.
“Portanto, não podemos permitir que mensagens de agentes ilegais, ou que induzam ao engano, incentivem práticas nocivas, muito menos que atinjam públicos vulneráveis, como crianças e adolescentes”.
No início deste ano, a Gaming America conversou com Ana Bárbara Costa Teixeira, advogada brasileira especializada em Direito Regulatório de Jogos de Azar e membro fundadora da AMIG (Associação de Mulheres na Indústria de Jogos), para discutir como o CONAR está lidando com o aumento de influenciadores envolvidos com cassinos online no Brasil.