Brasil: Tribunal de Contas questiona processo de licenciamento de loterias estaduais

O TCE-MS levantou preocupações de que o processo de licenciamento da loteria estadual, Lotesul, possa ser anulado.
Pontos-chave:
– Auditoria alerta que as regras de licenciamento da Lotesul podem bloquear a concorrência justa
— TCE-MS pode anular o processo de licenciamento da loteria estadual
– Preocupações levantadas sobre um possível favoritismo em relação a uma empresa específica
O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) levantou preocupações sobre o processo de licitação pública para selecionar uma operadora para a Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul).
De acordo com um relatório assinado pelo auditor Denis Antônio Barbosa de Souza, a licitação contém “requisitos técnicos desproporcionais” que podem restringir a competitividade e correr o risco de violar princípios de legalidade e proporcionalidade.
A licitação, publicada no início deste ano, enfrentou uma resistência imediata. Dois pedidos de impugnação foram apresentados, um pelo empresário Jamil Name Filho e outro pela Criativa Technology.
Ambas as denúncias argumentaram que as regras do processo de licitação pública eram restritivas e pareciam destinadas a beneficiar uma única empresa.
Apesar dessas objeções, o governo do Mato Grosso do Sul inicialmente manteve o processo em andamento e agendou o leilão da licença da loteria.
No dia do leilão, no entanto, um pedido tardio de esclarecimento foi apresentado, levando o TCE-MS a intervir. O tribunal suspendeu o processo para investigar as alegações com mais cuidado. Em seguida, nomeou uma equipe de especialistas em loteria para revisar os termos em detalhes.
É bom saber: o Rio de Janeiro regulamentou recentemente os terminais de loteria de vídeo com pagamentos Pix obrigatórios
Os auditores recomendaram revisar o estudo técnico inicial com justificativas claras, introduzir gradualmente a implementação por meio de um plano passo a passo, definir critérios de prova de conceito objetivos e mensuráveis e recalibrar as métricas de desempenho de acordo com o mercado local.
O caso atraiu a atenção nacional por causa das suspeitas de que o processo foi estruturado para favorecer a Paybrokers, a empresa que já opera a loteria estadual do Paraná.